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  • Professor Doutor Javier Gallego Poveda

    SUBSTITUIÇÃO VÁLVULA AÓRTICA

  • Professor Doutor Javier Gallego Poveda

    SUBSTITUIÇÃO VÁLVULA AÓRTICA

O QUE É A SUBSTITUIÇÃO VÁLVULA AÓRTICA

A mini esternotomia é um procedimento cirúrgico minimamente invasivo através de uma pequena incisão para tratamento da estenose aórtica que consiste num funcionamento deficiente da válvula aórtica levando à necessidade de substituição.

DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO

Substituição Válvula Aórtica – o que é?

A substituição válvula aórtica é realizada com circulação extracorporal e anestesia geral em bloco operatório. O procedimento consiste na substituição da válvula aórtica por uma prótese, mecânica ou biológica, escolha que depende do doente.

Substituição válvula aórtica – válvulas mecânicas e biológicas

As próteses mecânicas são colocadas em doentes mais novos, com uma esperança de vida superior a 25 anos e exigem que seja feita uma terapia anticoagulante para o resto da vida.

As próteses biológicas têm a grande vantagem de não precisar de fazer anticoagulação, mas têm uma duração aproximada de 20 anos. No entanto, existem métodos alternativos para a substituição valvular aórtica de uma válvula biológica em caso de degeneração antecipada.

Válvulas mecânicas vs válvulas biológicas:
A esperança de vida da população mundial aumentou nas últimas décadas. Este crescimento deve-se à melhor alimentação, acesso à saúde e prevenção através de vacinas e à pesquisa e desenvolvimento de medicamentos que impedem a evolução de doenças que eram fatais. Se antes as doenças valvulares eram causadas principalmente por doenças reumáticas, hoje constatamos que a degeneração é o motivo preponderante e é uma consequência inerente ao processo de envelhecimento da população.

A cirurgia de substituição de válvulas defeituosas também evoluiu. Atualmente, a troca das válvulas mitral e aórtica é realizada através de procedimentos minimamente invasivos, feitos a partir de incisões de poucos centímetros, que proporcionam rápida recuperação, diminuem a possibilidade de intercorrências, minimizam os riscos de hemorragias e infeções.

Há dois tipos de válvulas cardíacas que são usadas nas cirurgias de substituição:
Mecânicas: Feitas de titânio ou carbono.
Biológicas: Feitas de tecidos humanos, do pericárdio bovino, porcinos e equinos.
A escolha do tipo de válvula a ser usado obedece a critérios médicos, particularidades do quadro do paciente e diretrizes feitas a partir de estudos estatísticos e científicos de grandes associações médicas especializadas, como a Sociedade Europeia de Cardiologia e a American College of Cardiology. Mesmo assim, este tema ainda é objeto de polémica entre médicos e pacientes.

De acordo com a Sociedade Europeia de Cardiologia, a idade, esperança de vida e tipo de válvula, determinarão a escolha entre biológica e mecânica. A Sociedade preconiza a adoção das seguintes diretrizes:

Uso de válvulas mecânicas:
1. Substituição Válvula aórtica: Pacientes jovens e adultos até de 60 anos.
2. Substituição Válvula Mitral: Pacientes jovens e adultos até 65 anos.

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Uso de válvulas biológicas:
1. Substituição Válvula aórtica: Pacientes com idade igual ou superior a 61 anos
2. Substituição Válvula Mitral: Pacientes com idade igual ou superior a 66 anos

Essas indicações levam em conta as peculiaridades dos tipos de válvulas e tratamentos concomitantes. Cada tipo de válvula apresenta vantagens e desvantagens, a saber:

Vantagens das válvulas mecânicas: São mais duráveis e não necessitam de uma segunda cirurgia para troca.
Desvantagens: É preciso tomar anticoagulantes por toda a vida e realizar exames de sangue periódicos para acompanhar o nível de coagulação.

Vantagens das válvulas biológicas: Não é preciso utilizar nenhuma medicação acessória.
Desvantagens: Durabilidade menor e possibilidade de realização de segunda cirurgia para troca, após 15 – 20 anos de uso.

Da mesma forma que as técnicas cirúrgicas evoluíram, o desenho, técnica e materiais das válvulas mecânicas também avançou. O avanço na pesquisa de novos materiais e tecidos sintéticos poderá revolucionar também a produção de próteses. O importante é seguir as orientações de seu médico para substituição válvula aórtica e deste modo ter melhor qualidade de vida.

Qual é o tempo de hospitalização e de baixa?

A duração de uma cirurgia de substituição de válvulas aórticas é normalmente de 100 minutos. Os doentes têm alta ao final de 4 a 6 dias.
Em relação à atividade laboral, depois de 3 semanas o doente já poderá regressar ao trabalho. Normalmente, a recuperação total de mobilidade é ao final de 3 semanas e a realização de atividade física moderada 1 mês.

Duração

> 100 min

Anestesia

> Geral

Internamento

> 4-6 dias

Baixa

> 3 semanas

Recuperação

> 2-3 semanas

Inibição de atividade física

> 1 mês

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